Olhos abertos em vento Sobre o espaço do aterro Sobre o espaço, sobre o mar O mar vai longe do flamengo O céu vai longe e suspenso Em mastros firmes e lentos Frio palmeiral de cimento O céu vai longe do outeiro O céu vai longe da glória O céu vai longe suspenso Em luzes de luas mortas Luzes de uma nova aurora Que mantém a grama nova E o dia sempre nascendo Quem vai ao cinema, quem vai ao teatro Quem vai ao trabalho, quem vai descansar Quem canta, quem canta, quem pensa na vida Quem olha a avenida, quem espera voltar Os automóveis parecem voar Os automóveis parecem voar Mas já se acende e flutua No alto do céu, uma lua Oval, vermelha e azul No alto do céu do Rio Uma lua oval da Esso Comove e ilumina o beijo Dos pobres tristes felizes Corações amantes do nosso Brasil